Socioeducandos da Fase voltam às urnas para o segundo turno da eleição presidencial
Participação dos jovens reforça o exercício da cidadania e o acesso a direitos no sistema socioeducativo
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Adolescentes e jovens adultos que cumprem medida socioeducativa na Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) voltaram às urnas, no último domingo (25/10), para participar do segundo turno da eleição presidencial. Mantendo índice de comparecimento semelhante ao registrado na primeira etapa do pleito, a instituição contabilizou a participação de 44 jovens eleitores, reafirmando o acesso ao direito ao voto e ao exercício da cidadania.
Os socioeducandos privados de liberdade, sem possibilidade de atividades externas, votaram em seções eleitorais instaladas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul (TRE-RS) em três unidades de internação: a Comunidade Socioeducativa (CSE), em Porto Alegre; o Centro de Atendimento Socioeducativo Regional de Novo Hamburgo (Case NH); e o Centro de Atendimento Socioeducativo Regional de Passo Fundo (Case PF).
“Mais do que a estatística eleitoral, a presença dos jovens representa a oportunidade de vivenciar, na prática, o exercício da cidadania e de compreender a importância da participação social e democrática”, destacou o presidente da Fase, José Stédile. “Os jovens que foram às urnas estão ajudando a decidir o futuro do país, assim como ajudaram a decidir os rumos do Estado no primeiro turno”, refletiu.
Segundo a coordenadora das Medidas Socioeducativas da Fase, Janete Oliveira, o acesso aos direitos constitui uma dimensão fundamental do processo socioeducativo. “Ao participar das eleições, os adolescentes têm a oportunidade de se reconhecer como cidadãos, capazes de fazer escolhas, exercer responsabilidades e contribuir para a construção do próprio futuro”, afirmou.
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A instalação das seções eleitorais atendeu aos critérios definidos pela Justiça Eleitoral, que preveem a existência de, no mínimo, 20 eleitores aptos e interessados em realizar a transferência temporária do local de votação.
Os jovens que cumprem medidas de semiliberdade ou de internação com possibilidade de atividades externas (ICPAE) votaram diretamente em suas seções eleitorais de origem. Servidores que estavam de plantão também participaram do processo eleitoral.
Em Porto Alegre, 25 jovens exerceram o direito ao voto no segundo turno. Em Novo Hamburgo, participaram 11 adolescentes, enquanto outros oito votaram em Passo Fundo. No primeiro turno, o número de votantes havia sido de 50 socioeducandos, considerando as três seções eleitorais instaladas nas unidades da Fase.