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SJSPS promove seminário sobre a relevância do sistema de inteligência no sistema prisional e socioeducativo

Fase esteve representada pela coordenadora de medidas socioeducativas, Fernanda Ascolese de Lima

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Evento foi realizado no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Por Gisele Reginato

Evento foi realizado no Salão de Atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

Nesta quarta-feira (11), no salão de atos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ocorreu o seminário sobre a relevância do sistema de inteligência da Secretaria de Justiça e Sistemas Penal e Socioeducativo (SJSPS), realizado em parceria com a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) e a Escola do Serviço Penitenciário (ESP). 

No evento, o secretário da SJSPS, Mauro Hauschild, abordou a inteligência como um dos eixos prioritários de trabalho na Secretaria, juntamente com a área da engenharia, do tratamento penal e da gestão. “A inteligência é tão fundamental que está, ao lado da integração e do investimento qualificado, como um tripé de diretrizes do programa RS seguro. E esse programa tem permitido a redução dos números de todos os tipos de crime no RS. Para que o fluxo ocorra, é preciso informação de qualidade, para depois estruturar e hierarquizar essa informação de inteligência. Assim, essa informação vai chegar de maneira qualificada e rápida para a governança tomar decisões que contribuam para a segurança pública e que, inclusive, podem salvar vidas”, destacou. 

O titular da pasta também pontuou que está sendo criado um sistema de inteligência na Fundação de Atendimento Sócio-Educativo (FASE) e que, na Susepe, a área está se desenvolvendo cada vez mais. “É fundamental capturar corretamente as informações nas unidades prisionais, na ponta, para que essas informações sejam transformadas em dados de inteligência e possam ser revertidas na defesa da instituição, da sociedade e na diminuição da criminalidade”, afirmou.

O pró-reitor de pós-graduação da UFRGS, Júlio Barcelos, enfatizou que o conhecimento precisa ser desdobrado em ações estratégicas por meio da inteligência. “Quando os dados e números coletados diariamente são transformados em informação, produzimos conhecimento. Mas, para ter utilidade à sociedade, o conhecimento precisa chegar no âmbito operacional e, para isso, é preciso estratégia e inteligência”, disse.

O superintendente da Susepe, José Giovani Rodrigues de Souza, destacou que, pela primeira vez, um evento reuniu servidores da área de inteligência de todas as unidades prisionais gaúchas e dos institutos penais de monitoramento eletrônico. “É muito relevante a oportunidade de trocar informações e experiências com a presença de delegados penitenciários, diretores e chefes de segurança, representantes de todas as agências de inteligência do sistema prisional, contemplando a agência central, as regionais e as locais. Quando a informação é coletada na ponta de forma técnica, ela chega de forma correta na agência central e podemos agir com rapidez e precisão, contribuindo para diminuir a criminalidade”, ressaltou.

Integração entre as forças de segurança

A importância da integração das instituições que compõem os sistemas de inteligência dos órgãos da segurança pública foi destacada pelo secretário municipal de Segurança de Porto Alegre, coronel Mario Ikeda. “É imprescindível termos uma rede de inteligência estruturada com servidores capacitados em todo o RS para alimentar esse serviço. Sem uma análise correta, não tem como os gestores tomarem decisões acertadas para a redução dos índices de criminalidade”.

O diretor adjunto da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública, major Moggar Frederes de Mattos, parabenizou a SJSPS pelas ações de segurança, tecnologia e tratamento penal que vêm sendo desenvolvidas. Também reiterou que a atividade de inteligência exige técnica e contribui para garantir segurança da sociedade. “A atividade de inteligência é sistêmica, colaborativa e é técnica. Com certeza a forma e o pleno funcionamento da atividade dependem de integração e de um profícuo fluxo de informações para que consigamos nos antecipar e produzir conhecimento para assessoramento ao processo decisório”, disse.

Também estavam na mesa da solenidade de abertura o representante do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Sérgio Roberto Mele Júnior, o diretor da Escola do Serviço Penitenciário, Éberson Trindade Rodrigues, a coordenadora de medidas socioeducativas da Fase, Fernanda Ascolese de Lima, o diretor do Departamento de Inteligência e Operações Estratégicas da SJSPS, Carlos Magno da Silva, e o diretor da Divisão de Inteligência Penitenciária da Susepe, Flávio Renato Fortes dos Santos.

O evento contou com a presença da secretária adjunta da SJSPS, Carolina Ramires, de delegados penitenciários, diretores de unidades prisionais, chefes de segurança, servidores das Agências Regionais de Inteligência de todo o Estado, além de servidores da Susepe, da FASE e de outras forças de segurança, como a Polícia Civil, Brigada Militar, Comando Militar do Sul, Detran e Instituto-Geral de Perícias.

Palestras

Em sua palestra, o diretor do Departamento de Inteligência e Operações Estratégicas da SJSPS, Carlos Magno da Silva, reiterou que é indiscutível que a inteligência tem uma importância fundamental para qualquer instituição. “A inteligência está presente em todos os órgãos públicos que requerem planejamento. No sistema penal e socioeducativo, tem uma importância ainda maior, na medida em que ajuda efetivamente a solucionar e combater a criminalidade”. 

A programação do seminário, durante a manhã e a tarde, contou com nove palestras sobre temas como a atividade de inteligência penitenciária no âmbito do Depen, os aspectos legais da atividade no sistema prisional, a atividade de inteligência em escolta e a inteligência em monitoração eletrônica.

O evento contou com o apoio da UFRGS, da Associação brasileira de estudos de inteligência e contrainteligência (ABEIC) e das empresas M1 tecnologia, Berkana e TechBiz. 


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