Projeto que incentiva a leitura no sistema socioeducativo garante 150 livros ao Case POA 2
Iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Clube do Livro contempla 21 adolescentes
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A Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) passa a contar com mais uma ferramenta para estimular o hábito da leitura entre adolescentes e jovens adultos. Por meio de parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Companhia das Letras, foram doados 150 livros destinados aos socioeducandos atendidos pelo Centro de Atendimento Socioeducativo Regional de Porto Alegre (Case POA 2).
Intitulada “Cria das Letras”, a iniciativa assegura o direito à cultura por meio da leitura, com apoio do programa Fazendo Justiça do CNJ. A proposta prevê a formação de mediadores, a curadoria e a atualização de acervos, além da realização de clubes de leitura semanais.
“Com o ‘Cria das Letras’, o CNJ está sinalizando a importância da leitura e da cultura para a execução das medidas socioeducativas, principalmente nos casos de privação de liberdade. Além de ser a garantia de um direito ao estudo e ao conhecimento, a ação também se revela um instrumento para a promoção da saúde mental”, destacou Alex Vidal, assistente técnico do Programa Fazendo Justiça (CNJ/PNUD) no Rio Grande do Sul. O doutor em Educação fará parte da equipe responsável pelo acompanhamento e planejamento das atividades. “Estamos bastante animados com o projeto. Faremos um acompanhamento de perto, com muita troca pedagógica”, completou.
No Rio Grande do Sul, o Case POA 2 foi a unidade selecionada, considerando o quantitativo de adolescentes atendidos. A expectativa é de que, ao longo de 2026, o projeto seja expandido para outras unidades socioeducativas do Estado. Os trabalhos contam com o apoio do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, por meio da Coordenadoria da Infância e Juventude (CIJ), além do suporte técnico da Diretoria Socioeducativa da Fase, com atuação da Coordenação Pedagógica e do Núcleo de Esporte, Lazer, Cultura e Espiritualidade (Nelce).
Exemplares
A seleção dos livros foi definida a partir de uma consulta realizada pela Companhia das Letras junto aos adolescentes e jovens adultos atendidos pelo Case POA 2. Durante o processo de curadoria, os jovens responderam a um formulário no qual indicaram suas preferências de leitura, os temas de interesse e compartilharam um pouco de suas histórias.
“O projeto valoriza o protagonismo juvenil, a escuta qualificada, o diálogo e a leitura como instrumentos educativos, culturais e de desenvolvimento pessoal”, destacou o bibliotecário da Fase, Wellington Bucco. Ele recebeu os livros na última segunda-feira (5/1) e já os destinou à unidade. Segundo Bucco, o clube do livro dialoga diretamente com o Plano Individual de Atendimento (PIA) de cada jovem, assegurando alinhamento às políticas públicas da Fase, continuidade às ações de promoção da leitura e efetivo impacto socioeducativo.