Hip Hop transforma trajetórias na unidade da Fase em Caxias do Sul
Em sua segunda edição, oficina reforça o papel da arte como ferramenta de ressocialização
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Poesia, rima, rap, graffiti e oficina de DJ! A unidade de internação da Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase), na Serra Gaúcha, concluiu a 2ª oficina de cultura Hip Hop. A iniciativa reforça uma das principais diretrizes do trabalho socioeducativo: garantir práticas pedagógicas que fortaleçam o propósito da reinserção social.
Com o objetivo de estimular a criatividade e a expressão artística, o projeto “Hip Hop: Conhecimento e Ação” foi desenvolvido desde o mês de junho por quatro arte-educadores, contemplando 20 jovens e adultos do Centro de Atendimento Socioeducativo Regional de Caxias do Sul (Case CX).
“Pra falar a verdade, eu achei incrível o ‘bagulho’, tá ‘ligado’? Porque, ‘tipo’, vem um pessoal lá de fora (ministrar as oficinas) mesmo sabendo que a gente cometeu os nossos erros”, destacou um socioeducando participante do projeto. “O hip hop me trouxe calma, alegria e me fez parar de pensar no mundo lá fora. Aqui eu esqueço de tudo, é só o computador, eu e as músicas”, complementou outro jovem.
“Tivemos um retorno muito positivo dos jovens. Foram momentos de convivência, criação de vínculos e escuta das trajetórias de cada um. Pudemos compartilhar um tempo de qualidade, apresentando um pouco da cultura hip hop. As trocas quinzenais ao longo de cinco meses foram muito ricas, e eles relataram que o projeto trouxe uma nova perspectiva para suas vidas”, avaliou Fran Minuzzo, produtora cultural do projeto.
Os trabalhos também contaram com a colaboração da psicóloga Caroline Navarini, que atua no Case Caxias do Sul. “O Case é o lugar onde os guris acessam direitos fundamentais, permitindo que pensem e sonhem com uma nova vida. O projeto trouxe um novo fôlego para todos nós: para os profissionais que trabalham aqui e, principalmente, para os socioeducandos”, destacou a servidora.