Fase lidera debate nacional sobre novos parâmetros arquitetônicos na socioeducação
Evento em Porto Alegre reuniu dirigentes e técnicos de todo o país para discutir modelos inovadores de unidades de internação
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A Fundação de Atendimento Socioeducativo do Rio Grande do Sul (Fase) concluiu, nesta sexta-feira (26/9), o Encontro Nacional de Arquitetos e Engenheiros da Socioeducação. O evento reuniu especialistas, pesquisadores e gestores de todo o país para debater boas práticas e propor alternativas para a criação de centros socioeducativos com capacidade para acolher até 30 adolescentes e jovens adultos.
Com o tema “Novos parâmetros arquitetônicos para unidades de internação de pequeno porte: direitos, segurança e humanização”, a iniciativa foi realizada com apoio do Fórum Nacional de Gestores do Sistema de Atendimento Socioeducativo (Fonacriad).
“A proposta é lançar as bases de um modelo inovador, que alie custo-benefício, respeito aos direitos humanos e soluções de infraestrutura compatíveis com a realidade atual da socioeducação no Brasil”, resumiu o presidente José Stédile, anfitrião do encontro que reuniu representantes de 13 estados do país.
Com início na quinta-feira (25/9), no Farol Santander, no Centro Histórico, a programação foi marcada por palestras e pela troca de experiências regionais, sempre com foco em estabelecer novos parâmetros arquitetônicos para unidades de internação. A atividade contou com a presença da diretora da Escola Estadual da Socioeducação do Rio Grande do Sul, Ana Paula Motta Costa; do doutor em Educação da UFRGS, professor Maurício Perondi; da professora do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Suzann Cordeiro; da coordenadora de Infraestrutura e Logística da Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo do Ceará, Bianca Lobo; e do arquiteto da Secretaria de Obras Públicas do RS, Fernando Fert.
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“Celebro esse momento e vamos levar as contribuições à comissão intersetorial do Sinase. Precisamos avançar em espaços que garantam segurança, dignidade e colaborem na integração social”, resumiu a coordenadora-geral do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e do Meio Aberto, Lívia Vidal, que marcou presença na abertura da atividade, de maneira virtual.
Programa de necessidades
As atividades tiveram continuidade nesta sexta-feira (26/9), no auditório da sede Administrativa, em Porto Alegre, com a reunião de grupos de trabalho que atuaram na formulação de um Programa de Necessidades para unidades de internação de até 30 vagas.
“O documento poderá orientar projetos futuros em todo o país, reforçando a posição da Fase como uma das referências nacionais no tema”, destacou o arquiteto Charles Pizzato. Assessor técnico da presidência, ele liderou os trabalhos e também coordenou o GT responsável pela organização do encontro. O grupo foi composto por servidores ligados à presidência e às três diretorias da fundação: Administrativa (DA), Socioeducativa (DSE) e Qualificação Profissional e Cidadania (DQPC).
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O evento contou com a colaboração especial do Centro de Atendimento Socioeducativo Regional de Passo Fundo (Case PF), do Centro de Atendimento em Semiliberdade de Uruguaiana (Cas) e do Ceconp. Os socioeducandos confeccionaram lembranças especiais para o evento, desenvolvidas durante as oficinas pedagógicas que fazem parte da rotina dos adolescentes e jovens adultos.
“As estruturas arquitetônicas devem favorecer a integração e consolidar os centros socioeducativos como espaços de cuidado, crescimento e ressignificação de trajetórias. Unidades mais compactas garantem rotinas pedagógicas mais humanizadas e maior adesão às medidas socioeducativas”, destacou Sorimar Sabóia, presidente da Fundação da Criança e do Adolescente do Maranhão (Funac).
A Fase também esteve representada pelas diretoras Socioeducativa, Kelly Souza; Administrativa, Simei Pilotti; e de Qualificação Profissional e Cidadania (DQPC), Lisiane Cerentini, o chefe de gabinete, Luiz Gustavo Martins, além de servidores e diretores das unidades de internação e de semiliberdade das oito regionais do Estado e da sede administrativa.