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Curso prepara servidores para atuação nas 18 CIPAS da Fase

Formação é a última etapa antes da posse de 59 integrantes para o mandato de 12 meses

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CAPA
A abordagem sobre o Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (PGR) esteve entre as temáticas da formação - Foto: Saul Teixeira/Ascom Fase
Por Saul Teixeira - Ascom Fase

A Fundação de Atendimento Socioeducativo concluiu, nesta quinta-feira (27/3), o treinamento destinados aos integrantes da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio nas oito regionais do Estado. A CIPA fomenta a conscientização sobre segurança entre os colaboradores, estimulando ações educativas, além de identificar e analisar riscos no ambiente de trabalho. Os 59 integrantes também vão atuar na formulação de ações e projetos para a prevenção de acidentes e a promoção da saúde dos funcionários.

A CIPA está regulamentada pela Consolidação da Leis do Trabalho (CLT) nos artigos 162 e 165 e pela Norma Regulamentadora número 5 (NR-5). Com duração de 16 horas, a formação teve como proposta aprofundar as diretrizes da norma reguladora, levando em conta a realidade de cada estrutura socioeducativa. Atualmente, cada unidade de internação e de semiliberdade da Fase conta com integrantes na CIPA, bem como a Sede Administrativa, correspondendo a 18 equipes em todo o Rio Grande do Sul.

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Diretora Lisiane Cerentini falou aos cipeiros na abertura da formação iniciada na segunda-feira - Foto: Reprodução Ascom Fase
A iniciativa, desenvolvida em formato online desde a última segunda-feira, foi promovida pela Diretoria de Qualificação Profissional e Cidadania (DQPC), por meio da Coordenação de Saúde e Relações do Trabalho (CSRT), do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) e da Coordenação de Formação Permanente (CFP).

Todas as ações da CIPA estão voltadas para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável”, destacou a diretora da DQPC, Lisiane Cerentini, parabenizando os eleitos e os indicados para o mandato de 12 meses. A gestora salientou, ainda, que a participação na comissão revela a “empatia” dos servidores e a preocupação com o bem-estar coletivo nas unidades socioeducativas. “Quanto mais tivermos integrantes da CIPA, maior será a quantidade de mentes pensantes para qualificarmos o trabalho a partir do olhar e das contribuições de cada um”, completou.

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Técnico em Segurança do Trabalho, Ricardo Moreira apresentou as diretrizes da NR-5 - Foto: Saul Teixeira/Ascom Fase
A contribuição da CIPA, conforme a NR-5, está no trabalho contínuo e constante em ações de conscientização e prevenção de acidentes, do assédio, e das doenças decorrentes do desempenho das funções exercidas nos espaços da Fase. A formação é a última etapa a ser cumprida pelos cipeiros antes da posse, que deve ocorrer no mês de abril.

A socioeducação é uma atividade peculiar e complexa e, naturalmente, nos exige períodos de adaptação e de reciclagens. A intenção é oferecer aos colegas as ferramentas necessárias para que, juntos, possamos fortalecer o papel das CIPAS em todo o Estado”, disse Ricardo Moreira. Durante a formação, o Técnico em Segurança do Trabalho, que trabalha no SESMT, apresentou as diretrizes da NR-5.

A abordagem sobre o Programa de Gerenciamento de Riscos Ocupacionais também esteve entre as temáticas. O detalhamento do PGR foi liderado pelo também Técnico em Segurança do Trabalho, Jorge Luís Bender. Tradicionalmente, a dupla realiza visitas a todas as unidades para colher as demandas e auxiliar no encaminhamento das sugestões. As rotinas também reservam reuniões de alinhamento uma vez por mês com todos os cipeiros.

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Atividade foi destinada aos 59 cipeiros da Fase nas oito regionais do Estado - Foto: Reprodução Ascom Fase
Combate ao assédio

Teoria e prática para a prevenção e o enfrentamento ao assédio sexual e moral no ambiente de trabalho. Ministrada pela advogada de direitos humanos, Joana Zylbersztajn, esse foi outro destaque da formação.

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Joana falou sobre estratégias para o combate e a prevenção do assédio no ambiente de trabalho - Foto: Reprodução Ascom Fase
A palestra, realizada na quarta-feira (26/3), ofereceu repertório para a compreensão e o enfrentamento ao assédio e à discriminação. As ações também permitiram espaços de fala para o alinhamento de expectativas e o compartilhamento de receios e experiências entre os participantes.

A atividade oportunizou um “olhar de fora da instituição”, o que, segundo os organizadores, também enriquece os trabalhos.

A formação é uma oportunidade para tirar dúvidas e compartilhar conhecimentos. Nós aprendemos muito ao conhecer as realidades e as experiências vividas nas unidades”, valorizou a chefe do SESMT, Sheila Pohren. “Os Cipeiros são os olhos do SESMT nas unidades. Nós estamos inteiramente à disposição para construirmos soluções conjuntas”, concluiu.

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