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Primeira edição do “Brique da Fase” destaca produção artística de socioeducandos

Evento reúne trabalhos desenvolvidos nas oficinas das unidades de internação e de semiliberdade em todo o Estado

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Trabalhos foram expostos na sede administrativa da Fase, na Avenida Padre Cacique, em Porto Alegre - Foto: Saul Teixeira/Ascom Fase
Por Saul Teixeira/Ascom Fase

A Fundação de Atendimento Socioeducativo promoveu, na quarta-feira (20/8), a primeira edição do “Brique da Fase”. A iniciativa tem como objetivo divulgar e valorizar as produções artísticas realizadas por socioeducandos nas oito regionais do Estado. A exposição dos produtos ocorreu em paralelo à premiação do 8º Concurso Literário da fundação.

O brique é resultado das oficinas ocupacionais e de qualificação profissional oferecidas nas unidades de internação, de semiliberdade e no Centro de Convivência e Profissionalização (Ceconp), na capital. As práticas são ministradas por socioeducadores, instrutores de artes, equipes técnicas e por integrantes do Programa de Serviço Voluntário da Fase.

Mais do que simples passatempos, as oficinas oferecem momentos de intenso aprendizado. É essencial que os jovens aproveitem ao máximo o período na Fase para desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos que contribuam para a construção de um futuro melhor”, destacou o presidente José Stédile, que esteve em visita às 13 bancas instaladas na sede administrativa, na Avenida Padre Cacique.

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O brique é resultado das oficinas ocupacionais e de qualificação profissional desenvolvidas junto aos socioeducandos - Foto: Saul Teixeira/Ascom Fase
A ideia surgiu a partir dos próprios oficineiros, que sugeriram um evento fixo no calendário da Fase para a exposição dos trabalhos. A atividade foi coordenada pela Diretoria Socioeducativa (DSE), por meio da Coordenação Pedagógica (CP), do Núcleo de Profissionalização e Trabalho Educativo (NPTE) e do Núcleo de Esporte, Lazer, Cultura e Espiritualidade (Nelce).

A primeira edição foi um sucesso absoluto. Os servidores que vieram expor e os visitantes que compraram os produtos gostaram bastante da atividade”, registrou a chefe do NPTE, Lilian Locatelli. A pedagoga também cita a interação entre os presentes como ponto alto da atividade, com destaque para a presença de socioeducandos nas atividade.

Durante o brique, servidores e visitantes puderam adquirir artigos como panos de prato, bijuterias, almofadas, enfeites, amigurumis e alimentos, como pães caseiros — sendo que a renda será revertida para compra de insumos para as oficinas. A previsão é que o evento seja realizado anualmente, com a segunda edição prevista para agosto de 2026.

Estou na unidade há nove meses e sempre participei da oficina de gesso. É uma atividade que ajuda a aliviar o estresse e faz o tempo passar mais rápido”, relata um socioeducando de 18 anos, atendido pelo Centro de Atendimento Socioeducativo Padre Cacique (Case PC), em Porto Alegre. Segundo ele, as atividades são realizadas, em média, três vezes por semana. “A ‘pintura’ nos motiva porque ajuda a ficar longe dos pensamentos ruins”, completou.

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Atividade contou com a presença de servidores e de socioeducandos das oito regionais do Estado - Foto: Saul Teixeira/Ascom Fase
Quando há retorno financeiro, os adolescentes recebem orientações de como administrar o recurso. Todo o atendimento prestado é norteado pelo Programa de Execução de Medidas Socioeducativas de Internação e Semiliberdade (PEMSEIS), que tem como eixo principal o Plano Individual de Atendimento (PIA).

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