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Combate à violência de gênero é tema de atividade formativa da Fase

Atividade virtual promoveu reflexões sobre gênero, violência e qualificação das práticas socioeducativas

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Formação foi destinada aos servidores das oito regionais do Estado - Foto: Saul Teixeira/Ascom Fase
Por Saul Teixeira/Ascom Fase

Dentro das ações alusivas ao mês da mulher, a Fundação de Atendimento Socioeducativo (Fase) promoveu, nesta quinta-feira (26/3), a formação “Gênero, Violência e Socioeducação”, voltada aos servidores de todas as regionais do Estado, com o objetivo de fomentar reflexões sobre políticas públicas e fortalecer as redes de proteção.

A atividade proporcionou um espaço de debate sobre os desafios institucionais e as possibilidades de qualificação das práticas socioeducativas, reforçando os princípios da proteção integral, dos direitos humanos e das diretrizes do Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase).

No campo da socioeducação, avaliam os organizadores da atividade, a temática do encontro é muito presente, considerando que muitas adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa têm suas histórias marcadas por experiências de violência doméstica e desproteção familiar.

Que sejamos capazes de escutar, nos sensibilizar e, principalmente, partir para ações efetivas de enfrentamento à violência de gênero”, refletiu a coordenadora de Formação Permanente da Fase, Jamille Serres, valorizando a proposta destinada às servidoras das oito regionais do Estado.

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Atividade foi coordenada pela Diretoria de Qualificação Profissional e Cidadania (DQPC) - Foto: Saul Teixeira/Ascom Fase
Realizado em formato virtual, o evento contou com a participação da psicóloga, mestra em Segurança Cidadã e ex-servidora da Fase, Letícia Souza Mello, e da advogada, mestre em Políticas Sociais e agente socioeducadora do Centro de Atendimento Socioeducativo Feminino (Casef), Sabrina Collins.

Durante o encontro, as profissionais apresentaram duas pesquisas acadêmicas alinhadas aos temas abordados: uma voltada à análise da rede de atendimento às mulheres em situação de violência em Porto Alegre e outra dedicada à investigação da política socioeducativa direcionada às adolescentes em internação no Casef.

A iniciativa foi conduzida pela Diretoria de Qualificação Profissional e Cidadania (DQPC), por meio da Coordenação de Formação Permanente (CFP) e do Núcleo de Treinamento, Estágios e Voluntários (NTEV).

Dados de Porto Alegre

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Letícia atua como analista na Defensoria Pública do Estado desde 2018 - Foto: Divulgação Fase
Letícia apresentou a pesquisa “Em briga de marido e mulher, o Estado mete a colher: a rede de atendimento a mulheres em situação de violência em Porto Alegre”, desenvolvida no curso de mestrado em Segurança Cidadã da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e apresentada no final do ano passado.

A violência contra as mulheres é um problema estrutural, que atravessa todas as relações, e a sociedade precisa falar sobre isso”, afirmou a psicóloga, que atuou durante seis anos no Centro de Atendimento Socioeducativo Regional de Porto Alegre (Case POA 2).

Desde 2018, Letícia atua como analista na Defensoria Pública do Estado, integrando a Equipe Multidisciplinar de Assistência Psicossocial e o Centro de Referência em Direitos Humanos, onde realiza acolhimento a pessoas vítimas de violência policial e outras violações.

Realidade no Casef

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Sabrina Collins atua no Casef desde 2018 - Foto: Divulgação Fase
A advogada Sabrina Collins apresentou sua pesquisa de mestrado em Políticas Sociais e Serviço Social pela UFRGS, voltada à socioeducação sob a perspectiva de gênero. O estudo teve como ponto de partida a experiência profissional junto às adolescentes do Casef, onde atua desde 2018 como agente socioeducadora.

A categoria gênero surge a partir da luta feminista para diferenciar a construção social da condição meramente biológica”, refletiu. Segundo ela, o trabalho considerou questões transversais relacionadas a gênero, diversidade sexual, direitos humanos e políticas públicas. “O sistema patriarcal coloca em corpos masculinos e femininos valores sociais diferentes, na questão de renda, dupla jornada, escolarização”, pontou.

Especialista em Direito Público, Sabrina destacou que a incorporação da perspectiva de gênero na sociedade ainda ocorre, em grande medida, por meio de iniciativas isoladas, e não como resultado de políticas públicas estruturadas.

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